Em uma nota oficial, Motta criticou o fundamento da investigação, que ele acredita não se sustentar em fatos concretos, mas apenas em inferências. Afirmou que as decisões judicial e administrativa não apontam para qualquer desvio ou abuso na gestão de verbas públicas. “É inaceitável que tentem deslegitimar ações que, de acordo com a legislação vigente, ocorrem dentro dos parâmetros estabelecidos entre o Executivo e o Legislativo, tal como preconiza a nossa Constituição”, afirmou o presidente da Câmara.
Hugo Motta também reiterou sua confiança no trabalho dos servidores da Câmara dos Deputados. A investigação foca na servidora Mariângela Fialek, que opera na liderança do PL e, segundo Motta, atua dentro dos limites normais de um ambiente administrativo. O presidente fez questão de ressaltar que a prática de permitir que assessores gerenciem essas indicações é uma rotina no funcionamento legislativo e não deve ser confundida com atividades ilícitas.
“O compromisso da Câmara dos Deputados é com a transparência, o respeito às leis e a independência do Poder Legislativo”, garantiu Motta, sinalizando que a confiança em seus servidores e a regularidade dos procedimentos estão mais sólidos do que nunca.
Acrescentando um contexto mais amplo à investigação, o ministro Flávio Dino decidiu bloquear até R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, citando a suspeita de que ele teria sido o “autor real” de indicações e beneficiário político de transferências financeiras, mesmo sem um cargo oficial. Os indícios levantados pela PF falam de um esquema que envolve três servidores da Câmara, supostamente próximos ao Centrão, e cuja relação com Costa Neto despertou a atenção das autoridades. Esses servidores têm vínculos com a liderança do PL e ocupações anteriores que podem ter gerado um impacto em suas atuações atuais.
A situação levantou questões sobre a legalidade e a ética nas relações entre os poderes e os limites da atuação parlamentar, destacando mais um capítulo na complexa teia política brasileira.





