CAMARA DOS DEPUTADOS – Projeto de Lei visa proibir formulação de gasolina e óleo diesel por empresas não autorizadas pela ANP para combater adulteração de combustíveis.

Na última quinta-feira, dia 10 de abril de 2025, o deputado Julio Lopes propôs o Projeto de Lei 4257/24, que tem como principal objetivo proibir que empresas não autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) formulem gasolina e óleo diesel. A proposta, que está sendo analisada na Câmara dos Deputados, estabelece que as empresas poderão manter suas atividades desde que cumpram algumas exigências, como não prestar serviços para outras empresas formuladoras.

Dentre as medidas propostas pelo texto, está a obrigação dos formuladores de entregarem a cada seis meses certidões negativas de débitos fiscais e antecedentes criminais dos proprietários. O descumprimento dessas exigências poderá acarretar na interdição e até mesmo na revogação da licença, após um processo administrativo. Refinarias dedicadas à formulação de combustíveis também deverão seguir as mesmas regras estabelecidas.

A atividade de formulação consiste na mistura de hidrocarbonetos para a produção de gasolina e óleo diesel, sendo que os formuladores adquirem as moléculas geralmente no exterior. Atualmente, o segmento é regulado por uma norma da ANP. O deputado Julio Lopes argumenta que a proposta visa combater as denúncias de adulteração de combustíveis e sonegação de impostos por empresas formuladoras que, em sua maioria, não contribuem para o aumento da capacidade de refino de petróleo no país.

O projeto seguirá para análise nas comissões de Minas e Energia, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), em um rito de tramitação que dispensa a deliberação do Plenário. Para se tornar lei, a proposta deverá ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado.

Com relação aos próximos passos do projeto, é fundamental destacar a importância de se entender o impacto que essa proposta pode ter no setor de combustíveis. A fiscalização e regulamentação das atividades de formulação são essenciais para garantir a qualidade e a integridade dos produtos oferecidos aos consumidores. A transparência e a responsabilidade das empresas formuladoras são elementos-chave para a segurança e o bom funcionamento do mercado de combustíveis no Brasil.

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