CAMARA DOS DEPUTADOS – Projeto de Lei Propõe Novas Regras para Licenciamento de Aterros Sanitários e Reforça Proteção Ambiental no Brasil

Em um movimento significativo voltado para a proteção ambiental, o deputado Vanderlan Alves, representante do Solidariedade-CE, apresentou o Projeto de Lei 6542/25, que propõe diretrizes abrangentes para o licenciamento, instalação e funcionamento de aterros sanitários em todo o Brasil. O projeto, atualmente sob análise na Câmara dos Deputados, busca não apenas salvaguardar o meio ambiente, mas também assegurar os direitos de comunidades tradicionais e a integridade dos recursos hídricos do país.

Esse projeto de lei aborda a necessidade urgente de um licenciamento ambiental completo para a operação de aterros sanitários, em oposição a práticas simplificadas e autodeclaratórias que têm sido comuns. A proposta estipula que, para empreendimentos com capacidade superior a 100 toneladas diárias ou localizados em área sensíveis, será obrigatório a realização de um Estudo de Impacto Ambiental e um Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). As áreas sensíveis incluem não apenas regiões de recarga de aquíferos, mas também bacias hidrográficas estratégicas e assentamentos de povos indígenas e quilombolas.

Um dos aspectos mais destacados do projeto é a exigência de estudos técnicos que avaliem riscos de contaminação em locais próximos a recursos hídricos. Caso sejam identificados riscos, os órgãos ambientais terão a autoridade de suspender licenças e operações. Ademais, o projeto estabelece a realização de, no mínimo, quatro audiências públicas nas comunidades afetadas, promovendo a participação da população no processo de licenciamento.

Vanderlan Alves enfatiza que a expansão indiscriminada de aterros ao longo do país carece de critérios técnicos adequados, de estudos ambientais rigorosos e da efetiva participação da sociedade. Segundo o autor do projeto, a intenção não é barrar a destinação adequada de resíduos sólidos, mas assegurar que essas atividades sejam realizadas com responsabilidade e respeito aos direitos fundamentais dos cidadãos.

O projeto segue tramitando em caráter conclusivo, sendo analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, e Constituição e Justiça e de Cidadania, onde será discutido com a devida atenção que um tema tão crítico e relevante merece.

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