CAMARA DOS DEPUTADOS – “Projeto de Lei Proíbe Repasso de Custos de Concessionárias a Usuários, Busca Incentivar Concorrência e Reduzir Tarifas”

Em um movimento significativo para a regulação do setor de concessões, o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) apresentou o Projeto de Lei 217/2026, que visa proibir o repasse de custos relativos à saída de concessionárias aos usuários dos serviços públicos. A proposta surge em um momento em que a eficiência e a transparência nas tarifas são essenciais para garantir o bem-estar do consumidor.

O projeto propõe a adoção do conceito de “Valuation Zero”, estabelecendo que o valor de investimentos e ativos de concessionárias que deixam a prestação de serviços será considerado zero na formação de preços e nas tarifas futuras. Isso significa que a nova operadora não poderá incluir quaisquer valores destinados a compensar a empresa anterior, desencorajando uma prática que muitas vezes onera o consumidor.

De acordo com a proposta, todos os custos associados à saída da concessionária, como indenizações, despesas de desmobilização e encargos de reestruturação, ficam excluídos do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. Com essa medida, o novo concessionário será incentivado a operar de maneira eficiente, sem o peso financeiro dos erros gerenciais de seu antecessor.

Pereira Júnior argumenta que essa abordagem beneficiará o mercado ao eliminar barreiras para a entrada de novos competidores. Ele ressalta que a medida não apenas promove uma concorrência saudável, mas também assegura que o risco econômico seja responsabilizado plenamente pela operadora que decidiu encerrar suas atividades. O deputado enfatiza que o foco deve ser colocado na eficiência do novo prestador de serviços.

A proposta também inclui cláusulas em novos contratos que asseguram que os custos de saída não sejam repassados aos usuários. Além disso, a legislação prevê que a concessionária que deixar de operar deve entregar seus bens em condições adequadas, e violações a essas regras poderão acarretar sanções administrativas e civis.

O projeto será analisado em caráter conclusivo por diversas comissões na Câmara, incluindo as de Defesa do Consumidor e Finanças, e precisa da aprovação tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado para se tornar lei. Essas medidas têm o potencial de redesenhar a forma como os serviços públicos são concedidos, promovendo uma maior justiça fiscal e proteção ao consumidor.

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