CAMARA DOS DEPUTADOS – Projeto de Lei prevê multas de até R$ 8 milhões para quem discriminar por orientação sexual e identidade de gênero em estabelecimentos comerciais e serviços públicos.

O Projeto de Lei 6627/25, atualmente em análise na Câmara dos Deputados, visa coibir práticas discriminatórias contra indivíduos com base em sua orientação sexual, identidade ou expressão de gênero. Caso a proposta seja aprovada, estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços que desrespeitarem essa norma poderão enfrentar multas que, para grandes empresas, podem chegar até a 5 mil salários mínimos, um valor que supera a marca de R$ 8 milhões.

A fiscalização das regras ficará a cargo dos órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), incluindo os Procons. Quando uma infração for identificada, as penalidades podem variar desde uma simples advertência até a interdição do local. Os valores das multas são escalonados conforme o porte da empresa, o que prevê penalizações específicas para microempreendedores, microempresas e empresas de pequeno porte, além das grandes corporações.

O projeto introduz um rigor especial nos casos em que a discriminação ocorra em situações de expulsão ou constrangimento, aumentando o montante da multa e prevendo a possibilidade de duplicação da penalidade em casos de reincidência. A iniciativa também assegura que todos os cidadãos tenham igualdade de acesso a estabelecimentos abertos ao público, abrangendo uma ampla gama de locais, como bares, shoppings e serviços de transporte.

Entre as práticas consideradas discriminatórias estão a recusa de atendimento, a exigência de requisitos diferenciados para acesso e outras atitudes que visem constranger ou humilhar os indivíduos. As justificativas como “bons costumes” ou políticas internas não serão aceitas para legitimar tais ações.

A proposta atribui responsabilidade solidária a diferentes agentes, o que significa que tanto o estabelecimento quanto o organizador do evento e o funcionário envolvido serão considerados responsáveis por eventuais infrações. Além disso, os locais de atendimento deverão exibir avisos claros sobre a proibição de discriminação e garantir canais disponíveis para que o público possa fazer reclamações.

O autor da proposta, deputado Vanderlan Alves, ressalta a importância de um mecanismo administrativo que permita respostas rápidas às denúncias de discriminação, complementando as atuais legislações que já consideram a homofobia e a transfobia crimes no Brasil. A aprovação desse projeto de lei busca reforçar o compromisso do Estado brasileiro com os direitos e a igualdade de todos os cidadãos. O texto agora aguarda análise nas comissões pertinentes para seguir seu trâmite legislativo.

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