CAMARA DOS DEPUTADOS – Projeto de Lei busca garantir acessibilidade para pessoas com deficiências em processos seletivos do ensino superior, promovendo igualdade nas oportunidades educacionais

Câmara dos Deputados Analisa Projeto de Lei que Visa Inclusão no Ensino Superior

O Projeto de Lei 1697/26, atualmente em análise na Câmara dos Deputados, propõe a inclusão de diretrizes para o atendimento especializado em processos seletivos de acesso ao ensino superior, incluindo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Essa medida busca garantir que candidatos com deficiência, como cegueira e surdocegueira, tenham seus direitos respeitados e possam competir em igualdade de condições.

Atualmente, o direito ao atendimento especializado já está assegurado pela Lei Brasileira de Inclusão, mas a nova proposta visa expandir e reforçar essas garantias, adaptando-se às necessidades específicas de cada candidato. Entre as adequações sugeridas, estão melhorias significativas nas provas, como letra ampliada, o uso de leitores e calculadoras, além de assistência de guia-intérpretes e transcritores. Também são previstas a disponibilização de materiais acessíveis, como máquinas de escrever em Braille, sorobás e lupas, que se tornam essenciais para a inclusão efetiva de estudantes com deficiência.

A deputada Delegada Katarina, autora da proposta, enfatizou que a iniciativa não tem por objetivo criar privilégios, mas sim promover equidade. “Trata-se de assegurar que candidatos com diferentes condições possam disputar vagas em igualdade de oportunidades, eliminando barreiras que não guardam relação com o mérito acadêmico”, afirmou a parlamentar.

Além disso, o projeto contempla a concessão de tempo adicional nas provas, cujas definições ficam a cargo do Ministério da Educação. Esse tempo extra será disponibilizado a diversos grupos de candidatos que enfrentam desafios específicos, incluindo aqueles com baixa visão, surdocegueira e transtornos como dislexia e déficit de atenção, entre outros.

Outro ponto relevante é que a lista de condições atendidas e os recursos de acessibilidade poderão ser atualizados pelo Ministério da Educação, garantindo que a lei esteja sempre em consonância com as necessidades emergentes.

O projeto, que apresenta caráter conclusivo, será avaliado pelas comissões de Educação, Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para a proposta se tornar lei, ela precisa ser aprovada em ambas as casas do Congresso Nacional. O debate acerca da inclusão e da acessibilidade nas provas de ingresso ao ensino superior é fundamental para a construção de um sistema educacional mais justo e igualitário, refletindo o compromisso da sociedade com a diversidade e os direitos humanos.

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