A iniciativa da projeção foi da deputada federal Erika Hilton, do Psol, que tem sido uma voz ativa na defesa dos direitos da população trans no Brasil. A data escolhida para essa homenagem tem um significado profundo, pois há exatos 20 anos foi lançada a campanha “Travesti e Respeito” pelo Ministério da Saúde, em um esforço para chamar a atenção para a realidade dessas pessoas e promover a inclusão e o respeito.
Infelizmente, a realidade para muitas travestis e mulheres transexuais no Brasil é marcada por desafios e dificuldades, como apontam dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais. A escassez de oportunidades no mercado de trabalho faz com que 90% delas recorram à prostituição como única fonte de renda. Além disso, a violência e a intolerância continuam sendo uma triste realidade, com 105 pessoas trans assassinadas em 2024, de acordo com um dossiê da ONG Rede Trans Brasil.
Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Ceará lideraram o triste ranking de mortes de pessoas trans no ano passado. Nos últimos nove anos, o Brasil contabilizou a alarmante marca de 1.181 assassinatos de travestis e transexuais, colocando o país no topo da lista dos mais perigosos para essa comunidade.
Neste momento de reflexão e resistência, é fundamental que a sociedade brasileira se una em prol da igualdade, do respeito e da justiça para todas as pessoas, independentemente de sua identidade de gênero. A projeção no Congresso Nacional foi um lembrete poderoso desse compromisso e da importância de lutar pelos direitos de todos os cidadãos.
