A proposta modifica o Código de Defesa do Consumidor, que até então não abarca de forma eficaz a rotulagem relacionada a pesticidas. De acordo com a nova legislação, as empresas deverão indicar claramente se seus produtos cumprem os limites máximos de resíduos estabelecidos pelas autoridades sanitárias. Mais importante ainda, serão obrigadas a informar sobre os riscos potenciais das substâncias químicas encontradas nos alimentos.
Amom Mandel destaca a relevância da proposta em um contexto onde o Brasil se posiciona como um dos maiores consumidores de pesticidas do mundo. A mudança visa não apenas a conscientização dos consumidores, mas também uma proteção efetiva à saúde pública. O deputado ressalta que as populações de menor renda e os grupos socialmente vulneráveis frequentemente sofrem as consequências da exposição involuntária a esses produtos, carecendo de informações que lhes permitam fazer escolhas informadas e seguras.
Além disso, estudos de vigilância sanitária já apontaram a presença de substâncias nocivas associadas a graves problemas de saúde, mesmo em produtos que atendem aos padrões legais. A proposta, segundo o deputado, poderá incentivar práticas mais responsáveis e sustentáveis entre os produtores.
O projeto agora segue para análise das comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado, passará pela Câmara e, subsequentemente, pelo Senado, antes de ser sancionado pela Presidência da República. A aprovação dessa iniciativa poderia representar um avanço significativo na proteção da saúde do consumidor e na promoção de uma alimentação mais segura e consciente no Brasil.
