CAMARA DOS DEPUTADOS – “Nova Lei Prevê Vacinação Contra HPV e Testes Moleculares para Combater Câncer de Colo de Útero no Brasil”

O Projeto de Lei 969/26, recentemente proposto, visa implementar novas diretrizes para a prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de colo do útero em todo o Brasil. Uma das iniciativas centrais dessa proposta é a inclusão da vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) no calendário nacional de imunização. Este vírus é responsável por 99% dos casos de câncer do colo do útero, destacando a importância da vacinação como um mecanismo crucial de proteção à saúde da mulher.

Com a introdução desse projeto, o Sistema Único de Saúde (SUS) deverá adotar testes moleculares como método prioritário para a detecção dessa doença. Atualmente, o exame mais comumente utilizado é o Papanicolau, mas a proposta busca modernizar as técnicas de rastreamento, priorizando métodos que sejam mais sensíveis e precisos.

O autor do projeto, o deputado Fausto Jr. (União-AM), argumenta que as alterações propostas estão alinhadas a recomendações internacionais voltadas para a redução da mortalidade por câncer e a mitigação de desigualdades em saúde. Segundo ele, a modernização do rastreamento e a ampliação da vacinação podem gerar economias futuras para o SUS e contribuir para o alcance de metas de saúde pública. Além disso, o projeto altera uma lei existente que garante o acesso universal ao diagnóstico e tratamento do câncer de colo do útero e de mama para todas as mulheres brasileiras.

Outro ponto relevante da proposta é a ênfase na assistência a mulheres e adolescentes que enfrentam dificuldades de acesso a serviços de saúde. O texto prevê a utilização de unidades móveis de vacinação em áreas rurais, ribeirinhas e para populações indígenas, além de priorizar regiões com taxas de mortalidade pelo câncer de colo do útero superiores à média nacional.

Impactado por altas taxas dessa doença, especialmente na Região Norte do Brasil, onde se estima que o câncer de colo do útero seja o mais frequente entre mulheres em 2026, o deputado Fausto Jr. vê na proposta uma resposta necessária a esta preocupação.

A continuidade do processo legislativo exige que a proposta seja analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Saúde, de Defesa dos Direitos da Mulher e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, o projeto deve obter a aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.

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