CAMARA DOS DEPUTADOS – Nova Lei de Microcrédito Fomenta Apoio Financeiro a Microempreendedores e suas Famílias

Em uma recente atualização significativa para o setor de microfinanças, foi sancionada a Lei 15.364/26, que modifica as diretrizes do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO). A nova legislação, publicada no Diário Oficial da União em 27 de março de 2026, visa ampliar o acesso ao microcrédito, permitindo agora que os microempreendedores possam utilizar os recursos não apenas para seu negócio, mas também para atender necessidades básicas de suas famílias.

Com a nova lei, as instituições financeiras estão autorizadas a conceder um crédito adicional de até 20% do limite já estabelecido para operações de microcrédito. Essa mudança visa auxiliar os empreendedores nas seguintes áreas:

– Melhora da habitação ou aquisição de moradias de menor valor;
– Compra de veículos utilitários e outros bens relacionados à mobilidade familiar;
– Investimento em formação profissional;
– Acesso a tratamentos de saúde;
– Aquisição de equipamentos especiais voltados à locomoção de pessoas com deficiência.

Outro aspecto importante da nova legislação é a inclusão de tecnologias digitais e eletrônicas, que poderão substituir o atendimento presencial para a orientação e contratação de crédito. Essa mudança pode facilitar o acesso aos serviços, especialmente para aqueles que enfrentam barreiras para se deslocar até as instituições.

O projeto que deu origem a esta nova lei, o PL 3190/23, foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado após ser analisado pelo Senado. Contudo, a sanção da lei veio acompanhada de dois vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primeiro veto diz respeito à possibilidade de o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecer limites diferentes para as taxas de juros do PNMPO, o que, segundo o governo, poderia comprometer a equidade e os objetivos do programa. O segundo veto abrangeu um trecho que tornava as condições de acesso ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) mais flexíveis para entidades sem fins lucrativos, que não estavam em conformidade com as normativas já estabelecidas para o uso desses recursos.

Essas mudanças representam um avanço na busca por alternativas financeiras que promovam o desenvolvimento sustentável dos microempreendedores, contribuindo não apenas para o fortalecimento dos negócios, mas também para a melhoria das condições de vida das famílias envolvidas.

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