Em sua primeira declaração após a eleição, Bragança enfatizou a importância de uma diplomacia parlamentar que atue com independência e responsabilidade. “Nosso compromisso é reposicionar o Brasil como uma nação previsível, confiável e determinada a defender sua soberania, a legalidade e a democracia”, destacou o deputado. Este discurso sugere uma forte intenção de realinhar o papel do país no mundo, buscando uma reaproximação com aliados tradicionais e reafirmando os valores democráticos que fundamentam suas políticas externas.
Além disso, o novo presidente da comissão sinalizou que a política migratória, assim como o combate ao crime organizado e ao narcotráfico, estarão entre as principais prioridades de sua gestão. Esses temas, que se interconectam com a segurança nacional e a integridade das fronteiras, foram identificados como desafios prementes que a comissão deverá enfrentar ao longo do ano.
Luiz Philippe de Orleans e Bragança não é apenas político, mas também é administrador, cientista político e escritor, trazendo, portanto, uma bagagem diversificada à sua nova função. Sua escolha e as diretrizes anunciadas para a comissão refletem um momento de transição na política externa do Brasil, em meio a crescentes inquietações tanto internas quanto externas sobre a segurança e os direitos humanos.
À medida que Bragança assume essa responsabilidade, as expectativas são elevadas; muitos observadores irão acompanhar de perto suas iniciativas e alegações visando um Brasil mais forte e respeitado no cenário internacional. A condução dessa nova fase diplomática, portanto, representa um desafio significativo, não apenas para ele, mas para a própria imagem do país no mundo contemporâneo.
