CAMARA DOS DEPUTADOS – Lei do Feminicídio completa dez anos com aumento nos casos: necessidade de mudanças culturais e combate à violência contra a mulher.

A Lei do Feminicídio completa dez anos e continua sendo uma medida crucial para combater a violência contra as mulheres no Brasil. Dados recentes mostram um aumento nos casos de feminicídio, enquanto outras formas de crimes violentos têm apresentado queda. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, houve um crescimento de 0,8% nos casos de feminicídio entre 2023 e 2024, em contraste com a redução de 3,4% em outros tipos de mortes intencionais.

A Lei do Feminicídio entrou em vigor em março de 2015, após ser proposta por uma comissão parlamentar de inquérito do Senado que investigava a violência contra a mulher. Além de qualificar o crime de feminicídio, a norma o classifica como hediondo, demonstrando a gravidade desse tipo de violência. A relatora do projeto na Câmara, deputada Maria do Rosário (PT-RS), destaca que a lei revelou a epidemia de violência contra as mulheres no país e trouxe maior visibilidade para esse problema.

Maria do Rosário ressalta que a violência contra a mulher é um processo que pode se intensificar até culminar no feminicídio, sendo necessário romper esse ciclo por meio de mudanças culturais e políticas públicas eficazes. A deputada aponta a importância de punições severas para os agressores, além de uma abordagem mais ampla que envolva educação, saúde e justiça.

A Lei do Feminicídio prevê penas de reclusão que variam de 20 a 40 anos para os assassinos de mulheres, com agravantes caso o crime seja cometido contra mulheres em situações específicas, como gestantes, menores de 14 anos ou maiores de 60 anos. A presença de crianças ou pessoas com deficiência durante o crime também pode aumentar a punição.

Em resumo, a Lei do Feminicídio representa um marco na luta contra a violência de gênero no Brasil, mas é necessária a implementação efetiva de políticas que promovam a igualdade de gênero, o respeito às mulheres e a punição rigorosa dos agressores para realmente combater esse problema enraizado na sociedade brasileira.

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