Atualmente, o auxílio-moradia consome cerca de R$ 7 milhões anualmente, conforme informações fornecidas pela própria Casa. Apesar do investimento de R$ 100 milhões nas reformas, o retorno financeiro ainda não se mostra suficiente para eliminar completamente esse privilégio. Os cálculos indicam que os efeitos positivos da economia gerada levariam cerca de 20 anos para se reverterem em ganhos efetivos para os cofres públicos.
De acordo com as normas vigentes, cada deputado federal tem direito a um apartamento em Brasília. No total, a Câmara administra 399 unidades habitáveis para os 531 deputados, o que gera uma clara disparidade entre a oferta e a demanda. Essa situação, por sua vez, coloca em destaque a importância das reformas, que visam não apenas a modernização e adequação dos imóveis, mas também a redução dos custos que impactam o erário.
As reformas também refletem uma pressão crescente por transparência e racionalidade nos gastos da instituição. Apesar do investimento necessário e da longa espera para um retorno financeiro palpável, a esperança é de que a medida contribua para um futuro menos oneroso e mais eficiente em relação aos custos com habitação dos parlamentares. À medida que o debate sobre privilégios e gastos públicos avança, essa reforma poderá ser vista como um passo no sentido de modernizar a gestão de recursos públicos, embora ainda reste um longo caminho pela frente para erradicar completamente a dependência do auxílio-moradia.
