Durante a sessão, representantes de municípios como Angra dos Reis e Paraty relataram questões críticas como a iluminação insuficiente ao longo da rodovia, a deterioração dos abrigos de passageiros e a aplicação de multas indevidas no sistema de pedágio automático. A falta de poda adequada da vegetação também foi um ponto central das discussões. Três mortes de uma mesma família decorrentes da queda de uma árvore na rodovia neste ano evidenciam a urgência de melhorias nessa área.
Otávio Melo, representante da concessionária Motiva, que administra a rodovia desde 2022, anunciou planos para a remoção de 2.800 árvores até o primeiro trimestre de 2027. No entanto, essa perspectiva não satisfaz todos os envolvidos. O vereador Laion Campos, de Paraty, expressou sua preocupação com a demora nas melhorias prometidas. Ele questionou a continuidade dos riscos à vida até que a concessionária cumpra suas obrigações.
O deputado Aureo Ribeiro, autor do requerimento para a realização da audiência, questionou os constantes bloqueios temporários adotados pela empresa em resposta a deslizamentos de terra. Ele enfatizou a necessidade de soluções permanentes, em vez de intervenções paliativas. Em resposta, Rodolfo Borrel, gerente de operações da Motiva, esclareceu que essas interdições são parte de um protocolo de segurança estabelecido em conjunto com as defesas civis locais, que monitoram o clima em 27 trechos da rodovia.
O investimento de R$ 350 milhões feitos pela Motiva, fora do contrato original, foi uma resposta emergencial aos deslizamentos ocorridos em 2022, enquanto o contrato atual prevê R$ 25,8 bilhões para a ampliação e manutenção da via, o que depende de licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). A demora nesse processo licitatório impede a concessionária de avançar em novas frentes de obra.
Por sua vez, Fernando Bezerra, superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), comentou sobre a importância das discussões realizadas com a sociedade civil, que servirão como base para a revisão quinquenal do contrato de concessão. Essa revisão é crucial para assegurar que a rodovia esteja preparada para lidar com eventos climáticos extremos e com a crescente demanda de tráfego.
As expectativas são altas para que as melhorias prometidas sejam uma prioridade, a fim de garantir a segurança e a eficiência do transporte na região.





