O relator do projeto no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), destacou que a proposta passou por refinamentos após conversas com representantes das Forças Armadas, enfatizando a necessidade de garantir recursos consistentes para os projetos de defesa. Rodrigues ressaltou que a legislação visa assegurar uma alocação de recursos não apenas focada na segurança, mas também no fortalecimento da indústria nacional de defesa. Ele acredita que a iniciativa tem o potencial de dobrar o volume de investimentos nessa área, gerando empregos e fomentando a economia ao desenvolver capacidades essenciais no setor.
O deputado General Pazuello (PL-RJ), que foi o relator da proposta na Câmara dos Deputados, também se manifestou, defendendo que o investimento na base industrial de defesa não deve ser visto como um projeto corporativo ou militar, mas sim como uma estratégia de Estado fundamental. Pazuello ressaltou a vulnerabilidade de um país que não controla suas tecnologias essenciais e depende de fontes externas para equipamentos e sistemas, considerando tal situação um risco para a soberania nacional.
Durante a tramitação, Portinho reforçou a importância de aumentar o orçamento destinado à indústria de defesa. Para ele, a situação atual vai além da segurança nacional, abrangendo também a possibilidade de exportação de equipamentos bélicos produzidos internamente.
Com essa nova legislação, o Brasil caminha em direção a um fortalecimento não apenas de suas capacidades de defesa, mas também de sua autonomia tecnológica e industrial, aspectos críticos em um mundo cada vez mais complexo e interconectado. A implementação dessa lei poderá reverberar na segurança nacional e na economia, ampliando a capacidade do Brasil em gerenciar seus interesses estratégicos de forma mais independente.









