CAMARA DOS DEPUTADOS – Governo propõe jornada de trabalho de 40 horas semanais e garante que mudanças não afetarão salários dos trabalhadores brasileiros.

Em 14 de abril de 2026, o Poder Executivo apresentou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei 1838/26, que estabelece uma nova normatização da jornada de trabalho, fixando em 40 horas semanais o limite da carga horária regular. Essa alteração é significativa, uma vez que reduz o limite atual estipulado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que permite até 44 horas semanais e oito horas diárias. Além disso, a proposta garante dois dias de descanso remunerado de 24 horas consecutivas para todos os trabalhadores.

Uma das principais diretrizes do projeto é a proteção dos salários. A proposta assegura que qualquer modificação na jornada não poderá resultar em redução nas remunerações, preservando tanto o valor nominal quanto os pisos salariais estabelecidos. Essa medida é aplicada não apenas àqueles abrangidos pela CLT, mas também a categorias específicas, como radialistas, comerciários, empregados domésticos, tripulantes de aviões e atletas profissionais.

No contexto das novas regras, o limite de 40 horas semanais será aplicado a trabalhadores com escalas diferenciadas. Isso significa que, mesmo para aqueles que trabalham sob regime especial, como turnos, a compensação deve respeitar os novos limites estabelecidos. A proposta propõe que os dois dias de descanso sejam, preferencialmente, reservados aos finais de semana, mas o trabalho nesses dias poderá ser permitido mediante escalas de revezamento, respeitando as particularidades de cada função.

Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego, justificou as mudanças ressaltando a necessidade de proteção social e a modernização da legislação trabalhista. Ele argumenta que o projeto visa corrigir distorções históricas, especialmente aquela consolidada pela prática comum de se trabalhar seis dias e descansar apenas um. As alterações visam promover um desenvolvimento mais sustentável e equilibrado.

Com a urgência constitucional, o projeto agora segue para as comissões da Câmara dos Deputados. Para que se torne lei, ainda precisa passar pela aprovação das duas casas legislativas: Câmara e Senado. A próxima etapa será crucial para determinar o futuro dessa importante mudança nas jornadas de trabalho no Brasil.

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