CAMARA DOS DEPUTADOS – Gastos do INSS com nova licença-paternidade estão fora do novo arcabouço fiscal e permitem benefícios tributários a empresas de reciclagem e comércio.

Na última terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Complementar 229/26, que visa garantir a implementação de um novo salário-paternidade e cujos custos ficarão isentos das restrições do arcabouço fiscal. A aprovação da lei ocorre sem a necessidade de vetos, sinalizando um avanço significativo nas políticas de proteção à paternidade e responsabilidade fiscal no Brasil.

A nova legislação, publicada no Diário Oficial da União, não apenas define a nova estrutura para o salário-paternidade, mas também amplia os benefícios fiscais para empresas que atuam em áreas de livre comércio, bem como para grandes revendedoras e compradoras de material reciclável. Esse conjunto de medidas, conforme relatado pelo deputado Pedro Campos, do PSB, busca equilibrar a proteção familiar com a sustentabilidade financeira do Estado.

A nova licença-paternidade, que atualmente oferece cinco dias de licença, será ampliada gradativamente para dez dias em 2027, 15 em 2028 e 20 dias em 2029, alterando significativamente a dinâmica de apoio aos novos pais. Essa mudança reflete uma tendência crescente de valorização do papel paterno na criação dos filhos.

Além disso, a Lei Complementar 229/26 ajusta a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. Os gastos com o novo salário-paternidade não serão contabilizados dentro do limite para aumento de despesas, o que facilita a implementação do novo benefício. Essa atualização é fundamental para garantir que os direitos trabalhistas sejam respeitados sem comprometer a saúde fiscal do país.

Outro aspecto importante da nova norma é a flexibilização dos benefícios tributários. A legislação permite que as concessões fiscais para áreas de livre comércio não estejam submetidas a restrições da LDO, desde que haja a inclusão da renúncia de receita na Lei Orçamentária Anual (LOA) ou a apresentação de medidas compensatórias.

Essas inovações não só promovem uma maior proteção aos direitos dos trabalhadores, mas também buscam estimular o mercado, especialmente no que diz respeito à compra de materiais recicláveis e às empresas que atuam nesse setor. Com essas mudanças, o governo sinaliza um compromisso renovado com políticas sociais que visam não apenas o bem-estar das famílias brasileiras, mas também o desenvolvimento econômico consciente e sustentável.

Sair da versão mobile