CAMARA DOS DEPUTADOS – Gastos com Academias e Profissionais de Educação Física Podem Ser Deduzidos do Imposto de Renda, Proposta em Tramitação na Câmara dos Deputados

Projeto de Lei Incentiva Dedução de Gastos com Atividades Físicas no Imposto de Renda

Uma nova proposta legislativa, batizada como Projeto de Lei 2469/26, busca alterar a forma como os brasileiros podem deduzir suas despesas relacionadas à saúde no Imposto de Renda. A proposta, que avança no parlamento, permitirá que cidadãos deduzam gastos com academias, equipamentos de ginástica e profissionais de educação física, considerando esses investimentos como essenciais para a saúde pública.

De acordo com o texto do projeto, o limite anual de dedução será de R$ 3 mil para cada contribuinte, além de R$ 1.500 por dependente. Para que essas deduções sejam válidas, será imprescindível a apresentação de comprovantes, como recibos ou notas fiscais eletrônicas, que identifiquem não apenas o CPF do usuário, mas também o do prestador de serviço. Essa alteração vem como uma tentativa de alinhar os gastos com atividades físicas aos serviços de saúde, reconhecendo sua importância na prevenção de doenças.

Além disso, o projeto busca beneficiar academias e centros de condicionamento físico com a possibilidade de redução da alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS) pelos municípios e pelo Distrito Federal. No entanto, essa redução não poderá ser inferior a 2%. Para garantir que esse benefício seja amplamente acessível à população, os estabelecimentos terão que disponibilizar, no mínimo, 10% de suas vagas a preços sociais ou até mesmo gratuitos para pessoas que participem de programas sociais do governo federal.

O autor da proposta, deputado Capitão Augusto (PL-SP), argumenta que a prática de atividades físicas é fundamental na prevenção de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Segundo ele, fomentar a atividade física pode significar uma significativa economia para o Sistema Único de Saúde (SUS), já que a prevenção é sempre mais eficaz e menos custosa que o tratamento.

A proposta está programada para ser analisada pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, e deverá seguir para a votação na Câmara e no Senado para se tornar lei. Se aprovada, essa iniciativa poderá marcar um passo importante na valorização da saúde preventiva e nas políticas de incentivo à qualidade de vida da população brasileira.

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