Segundo o relatório, Jair Bolsonaro é acusado de associação criminosa, violência política, abolição do estado democrático de direito e golpe de Estado. A relatora ressaltou a responsabilidade direta do ex-presidente como mentor moral dos ataques, citando sua atuação ao longo de sua carreira política, em que descredibilizou o processo eleitoral. Ela também citou a atuação do hacker Walter Delgatti Neto e a reunião do ex-presidente com embaixadores sobre as eleições.
A senadora Eliziane Gama destacou, logo na introdução do relatório, que os atos de vandalismo ocorridos em janeiro foram considerados “o maior ataque à democracia da história recente”. Ela classificou os invasores como vândalos e pessoas inconformadas com o resultado das eleições de 2022. A relatora também mencionou outros eventos que não foram isolados, como a tentativa de invasão da sede da Polícia Federal em dezembro do ano passado e a colocação de uma bomba nas proximidades do aeroporto de Brasília.
Além do ex-presidente Jair Bolsonaro, a relatora da CPMI também solicitou o indiciamento dos generais Walter Braga Neto, ministro da Defesa, e Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional do governo Bolsonaro. O relatório continua sendo lido no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
É importante destacar que as informações aqui apresentadas são baseadas no relatório final da CPMI, porém a fonte não foi citada explicitamente. O relatório tem mais de 1.300 páginas e traz detalhes sobre os acontecimentos do dia 8 de janeiro, bem como suas conexões com outros eventos ocorridos anteriormente. A votação do relatório será acompanhada atentamente, pois terá repercussões políticas significativas.
É fundamental aguardar mais informações sobre as conclusões da comissão e a reação dos envolvidos antes de tirar maiores conclusões sobre o caso. Acompanharemos os desdobramentos dessa história e traremos mais informações em breve.
Reportagem – Cláudio Ferreira
Edição – Natalia Doederlein
