Além disso, a reforma iria contribuir para a redução da desigualdade de renda, com uma diminuição de 1,1% entre os contribuintes do imposto. Segundo os consultores Dayson de Almeida e Helio Rego, o aumento da progressividade do imposto em 30% seria um aspecto positivo da proposta. Ou seja, quem ganha mais pagaria uma alíquota maior, tornando o sistema mais justo.
A análise de bem-estar feita pelos consultores sugere que a reforma poderia resultar em um aumento de 3,8% no bem-estar agregado da sociedade, beneficiando principalmente os contribuintes de menor renda. Apesar disso, os consultores alertam para a necessidade de cautela, pois há incertezas em relação ao comportamento dos agentes econômicos diante das novas regras.
A perda de arrecadação estimada com a isenção do imposto seria de R$ 26,2 bilhões, mas essa quantia poderia ser compensada com o imposto mínimo proposto no projeto, que renderia R$ 32,6 bilhões. No entanto, os consultores destacam que existem desafios como a limitação da incidência do imposto mínimo sobre os sócios de empresas, que pode impactar nas receitas previstas.
Por fim, os consultores ressaltam que a análise dos impactos da reforma é limitada devido à falta de informações detalhadas sobre os contribuintes e de dados fiscais atualizados. A proposta ainda precisa passar por debates e ajustes no Congresso antes de ser implementada.
Esta reforma no Imposto de Renda poderá trazer mudanças significativas para a sociedade brasileira, tanto no aspecto econômico quanto social, beneficiando os contribuintes de menor renda e promovendo maior equidade no sistema tributário.






