CAMARA DOS DEPUTADOS – Estudo aponta que reforma no IR pode aumentar em 3,8% o bem-estar da sociedade, beneficiando os contribuintes de baixa renda.

Uma reforma no Imposto de Renda pode trazer benefícios significativos para a sociedade brasileira, de acordo com um estudo realizado por consultores da Câmara dos Deputados. O projeto de lei 1087/25, que propõe elevar o limite de isenção do IR para R$ 5 mil mensais a partir de 2026, tem o potencial de aumentar em R$ 10,3 bilhões o consumo nos setores varejista e de serviços.

Além disso, a reforma iria contribuir para a redução da desigualdade de renda, com uma diminuição de 1,1% entre os contribuintes do imposto. Segundo os consultores Dayson de Almeida e Helio Rego, o aumento da progressividade do imposto em 30% seria um aspecto positivo da proposta. Ou seja, quem ganha mais pagaria uma alíquota maior, tornando o sistema mais justo.

A análise de bem-estar feita pelos consultores sugere que a reforma poderia resultar em um aumento de 3,8% no bem-estar agregado da sociedade, beneficiando principalmente os contribuintes de menor renda. Apesar disso, os consultores alertam para a necessidade de cautela, pois há incertezas em relação ao comportamento dos agentes econômicos diante das novas regras.

A perda de arrecadação estimada com a isenção do imposto seria de R$ 26,2 bilhões, mas essa quantia poderia ser compensada com o imposto mínimo proposto no projeto, que renderia R$ 32,6 bilhões. No entanto, os consultores destacam que existem desafios como a limitação da incidência do imposto mínimo sobre os sócios de empresas, que pode impactar nas receitas previstas.

Por fim, os consultores ressaltam que a análise dos impactos da reforma é limitada devido à falta de informações detalhadas sobre os contribuintes e de dados fiscais atualizados. A proposta ainda precisa passar por debates e ajustes no Congresso antes de ser implementada.

Esta reforma no Imposto de Renda poderá trazer mudanças significativas para a sociedade brasileira, tanto no aspecto econômico quanto social, beneficiando os contribuintes de menor renda e promovendo maior equidade no sistema tributário.

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