A proposta de debate foi impulsionada pela deputada Sâmia Bomfim, do PSOL de São Paulo, que tem defendido a necessidade de um sistema intersetorial que não apenas melhore as condições de trabalho, mas que também amplie a formalização do emprego e fortaleça a proteção à saúde dos trabalhadores. Essa agenda se torna ainda mais relevante em um contexto onde o trabalho informal é a realidade de muitos brasileiros, tornando-se um desafio para a efetiva proteção dos direitos laborais.
A sugestão de instituir um sistema nacional de saúde do trabalhador origina-se do grupo de trabalho Saúde do Trabalhador, vinculado ao Instituto Walter Leser e à Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Este grupo tem se dedicado a estudar as condições laborais e propor soluções que visem atender as necessidades da população trabalhadora.
Um dos pontos que foi destacado é a preocupante subnotificação de mortes e doenças ocupacionais no Brasil. Segundo Sâmia Bomfim, essa realidade se agrava pela escassez de dados sobre os trabalhadores informais, o que dificulta diagnósticos precisos e, consequentemente, impede a formulação de políticas públicas eficazes. Essa lacuna não apenas traz prejuízos à saúde coletiva, mas também eleva os custos sociais e econômicos para o sistema público de saúde.
Além disso, as recentes mudanças nas legislações trabalhistas e previdenciárias, somadas ao enfraquecimento das fiscalizações, têm contribuído para a precarização das condições de trabalho em diversas áreas. A deputada Bomfim, ao relatar esses problemas, enfatiza a urgência na implementação de um sistema robusto que efetivamente proteja os direitos dos trabalhadores e promova um ambiente de trabalho mais digno. “É fundamental buscarmos uma solução digna e humana para esses desafios”, conclui a parlamentar, convocando a sociedade a se engajar nessa luta.
