O deputado destacou que o contexto atual é diferente do que se presenciou em 1904, quando a Revolta da Vacina teve início como reação à obrigatoriedade da vacinação contra a varíola e ao desconhecimento sobre os benefícios da imunização. Hoje, o que se observa, segundo Malafaia, é uma resistência ao calendário vacinal que muitas vezes se origina do negacionismo e da veiculação de informações falsas nas redes sociais. “Precisamos construir uma narrativa hegemônica que pressione pelo reconhecimento do impacto positivo da vacina. No entanto, nossos discursos muitas vezes geram pânico na população”, comentou o parlamentar.
Malafaia enfatizou a gravidade da situação quando profissionais da saúde compartilham informações incorretas, o que pode desestabilizar as campanhas de imunização. Em resposta a isso, a Frente Parlamentar está engajada em um esforço de educação em saúde, buscando disseminar informações precisas e confiáveis.
Nesse contexto, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de multivacinação visando atualizar as cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes com menos de 15 anos até o dia 1º de setembro, com um Dia D programado para 22 de agosto, voltado a alcançar aqueles que estão com doses atrasadas.
Malafaia mencionou que, além das campanhas normais, é crucial que o Ministério da Saúde desenvolva uma abordagem de vacinação mais ativa, levando os imunizantes diretamente às residências. Ele indicou que cada equipe da saúde da família atende uma média de mil a mil e quinhentas famílias, e que essa prática poderia realmente incrementar os índices de cobertura vacinal, uma vez que a abordagem tradicional, que depende do comparecimento do cidadão às unidades de saúde, tem apresentado resultados insatisfatórios. Essa queda na vacinação é alarmante, a ponto de permitir o ressurgimento de doenças erradicadas, como é o caso do sarampo, alertou o deputado.
