A iniciativa para a criação dessa data remonta ao Projeto de Lei 7536/10, apresentado pelo deputado Márcio Marinho, do Partido Republicanos da Bahia. Com a aprovação unânime nas casas legislativas, a proposta foi celebrada como um passo significativo para a valorização da capoeira, que já era reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2008.
Em sua justificativa para o projeto, Marinho destacou a capoeira como uma prática que vai além das questões físicas. Para ele, a capoeira representa um “esporte, cultura e disciplina”, abarcando uma filosofia de vida e um conjunto de valores que se traduzem em respeito, camaradagem e identidade. A capoeira é uma arte que tem suas raízes na resistência e na luta contra a opressão, servindo como um poderoso meio de expressão para a cultura afro-brasileira.
A escolha do dia 15 de julho não é trivial, pois é o dia que marca o registro oficial da capoeira como patrimônio cultural, um reconhecimento que ajuda a preservar e promover essa expressão endêmica do Brasil. Com a criação do Dia Nacional da Capoeira, espera-se que haja uma ampliação das celebrações e eventos que promovam o conhecimento e a prática da capoeira em todo o país, incentivando novas gerações a se conectarem com suas tradições.
Neste dia especial, capoeiristas e amantes dessa arte podem se reunir em rodas de capoeira, eventos culturais e apresentações, aumentando a conscientização sobre a importância dessa manifestação cultural que, além de entreter, educa e fortalece comunidades. A capoeira, assim, não apenas celebra suas raízes, mas também projeta um futuro de valorização e respeito pela diversidade cultural que caracteriza o Brasil.
