Chiquinho Brazão, que foi expulso do partido União Brasil, está sob custódia desde o último dia 23, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018 no Rio de Janeiro. Na época do crime, Brazão ocupava o cargo de vereador na capital fluminense.
O relator do caso, deputado Darci de Matos (PSD-SC), apresentou seu parecer favorável à manutenção da prisão de Chiquinho Brazão durante a reunião. Matos destacou que a prisão preventiva do deputado foi decretada devido a atos de obstrução à justiça, que continuaram a ser praticados ao longo do tempo, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os atos que configuram obstrução da justiça, segundo o relator, estão interferências em operações policiais e comprometimento de imagens de circuito fechado que seriam cruciais para esclarecer os fatos relacionados ao caso. Por sua vez, Chiquinho Brazão defendeu-se por videoconferência, negando qualquer ligação com o assassinato de Marielle e afirmando que sua atuação na Câmara Municipal era focada na aprovação de projetos de lei.
Após a leitura do parecer de Matos, um pedido de vista coletivo adiou a votação para esta semana. Os próximos passos incluem a análise do caso pelo Plenário da Câmara, que terá a palavra final em uma votação aberta e nominal, exigindo maioria absoluta (257 votos) para decidir sobre a permanência da prisão de Brazão.
A decisão sobre o futuro de Chiquinho Brazão gera expectativas e polariza opiniões dentro do cenário político nacional, enquanto a sociedade aguarda por respostas em relação a um caso de extrema gravidade que marcou o país nos últimos anos. O desfecho desse episódio promete ser decisivo e impactar profundamente a política e a justiça no Brasil.






