O deputado enfatizou que a repetida ausência de Lewandowski é um sinal de desrespeito à importância da segurança pública no contexto atual do Brasil. “Diante desse descaso do governo Lula e do próprio ministro, sinto-me na obrigação de consultar os colegas da comissão sobre uma possível coautoria em uma representação que será encaminhada ao presidente para que o ministro responda por crime de responsabilidade”, afirmou Bilynskyj, revelando que a representação já está elaborada e aguarda a formalização junto ao presidente da Câmara.
A indignação em relação à situação foi compartilhada pelo deputado Kim Kataguiri, que considerou a falta como uma grave afronta à dignidade do parlamento. Kataguiri pontuou que, apesar do direito de convocar ministros e demandar explicações, a prática tem se mostrado ineficaz, onde a convocação frequentemente resulta em ausência sem consequências para os convocados.
Lewandowski havia sido convocado para prestar esclarecimentos sobre uma série de questões cruciais, incluindo a regulamentação do controle de armas e munições, o suporte do governo federal em operações contra o crime organizado no Rio de Janeiro, além de eventuais interferências do Executivo em investigações conduzidas pela Polícia Federal. O ministro também deveria abordar declarações controversas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que caracterizou traficantes como “vítimas”, e a suposta presença de membros do grupo Hezbollah no Brasil.
A convocação do ministro foi motivada por 27 requerimentos que receberam aprovação na comissão, apresentados por diversos deputados, incluindo os de partidos como PL, PP, e Novo. O clima tenso nas discussões sugere uma crescente insatisfação entre os parlamentares, que desejam maior compromisso e responsabilidade por parte do governo nas questões de segurança pública do país.









