Câmara dos Deputados define votação para novo ministro do TCU na próxima semana, após pressão por rito tradicional em meio a disputas internas.

Na próxima semana, a Câmara dos Deputados irá realizar uma votação crucial para a escolha de um novo membro do Tribunal de Contas da União (TCU). O presidente da Casa, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, confirmou que a sessão plenária onde ocorrerá a votação está agendada para a próxima terça-feira, dia 14. Antes disso, os candidatos à vaga passarão por uma sabatina na Comissão de Finanças e Tributação, que está prevista para ser agendada para essa quinta-feira, dia 9.

Este procedimento é uma mudança em relação ao que tem sido a prática recente da Câmara, onde indicações para cargos no TCU eram frequentemente apresentadas diretamente ao plenário em um curto espaço de tempo. A decisão de seguir um processo mais formal foi comunicada durante uma reunião com líderes partidários, na qual Motta atendeu a solicitações de diversas lideranças, que queriam que o procedimento fosse de acordo com o decreto que regulamenta as indicações ao TCU.

Nos dias anteriores, a instalação de cabines para votação presencial na Câmara sugere que a deliberação poderia ocorrer ainda esta semana. Contudo, essa tentativa de acelerar o processo encontrou resistência por parte de grupos do Centrão e da oposição, que buscam lançar candidaturas avulsas. Esses parlamentares argumentam que uma votação rápida poderia favorecer o deputado Odair Cunha, do PT de Minas Gerais, considerado o favorito para a posição.

Diante da pressão, alguns líderes chegaram a insinuar que poderiam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o rito acelerado fosse imposto, dada a possibilidade de que isso pudesse comprometer o processo democrático de escolha.

A vaga a ser preenchida surge em decorrência da aposentadoria de Aroldo Cedraz, ocorrida em fevereiro deste ano. Além de Odair Cunha, outros candidatos na disputa incluem os deputados Hugo Leal, do PSD do Rio de Janeiro, e Hélio Lopes, do PL do mesmo estado. Danilo Forte, do PP do Ceará, também expressou interesse em concorrer, embora ainda dependa do apoio de sua liderança partidária para consolidar sua candidatura. A competição promete ser acirrada, com diversas nuances políticas em jogo.

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