Câmara dos Deputados da Argentina rejeita aumento de financiamento para universidades públicas em votação histórica eletrizante.

Nesta quarta-feira (09), a Câmara dos Deputados da Argentina se reuniu para discutir o veto do presidente Javier Milei ao projeto de lei que visava aumentar o financiamento das universidades públicas. Após a votação, a maioria dos parlamentares decidiu respaldar a decisão do mandatário e barrar o reajuste proposto.

Com 160 deputados a favor do veto de Milei e 84 contra, apenas cinco se abstiveram. A Lei de Financiamento Universitário, inicialmente uma iniciativa das bancadas opositoras ao governo, foi aprovada pelo Congresso em setembro, prevendo um aumento no orçamento das universidades públicas para cobrir gastos essenciais, incluindo o reajuste salarial dos servidores de acordo com a inflação.

No entanto, o presidente argentino vetou a lei em outubro, mesmo após um protesto com mais de 100 mil pessoas em Buenos Aires. Os protestos seguiram nos dias seguintes, mas não foram suficientes para mudar a decisão de Milei, que contou com o apoio do partido Proposta Republicana, liderado por Mauricio Macri.

Após a decisão da Câmara, a Frente Sindical das Universidades Nacionais da Argentina convocou uma greve para a quinta-feira seguinte, em repúdio aos deputados que votaram contra o interesse popular de fortalecer a universidade.

A decisão do presidente e o descontentamento dos sindicatos de servidores universitários prometem manter a questão em evidência, despertando debates sobre os rumos da educação pública no país. A polarização política e a resistência sindical diante das medidas de ajuste fiscal continuam a marcar a agenda política argentina, refletindo as tensões e desafios enfrentados pela sociedade no cenário atual.

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