De acordo com o relator, a priorização dos cuidadores é uma ação essencial que mostra o comprometimento da legislação com a inclusão social e o apoio a quem dedica sua vida ao cuidado de pessoas com deficiência. “Trata-se de uma realização importante para todas as políticas públicas voltadas à promoção da autonomia”, afirmou Manente durante a discussão.
Entre as alterações propostas, destaca-se a substituição do termo “cuidadores familiares” por simplesmente “cuidadores”, ampliando assim o alcance das diretrizes estabelecidas no projeto. A proposta também inclui a área da saúde nas prioridades, além de cuidados com profissionalização, educação e trabalho. Essas mudanças visam proporcionar uma abordagem mais abrangente e eficaz para a capacitação desses profissionais.
Além disso, o projeto realiza alterações na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, assegurando que a capacitação para cuidadores se alinhe às diretrizes já existentes, como as da Política Nacional de Cuidados. Essa harmonização legislativa é crucial para garantir a integralidade das ações voltadas ao suporte e ao fortalecimento dos direitos das pessoas com deficiência.
Agora, a proposta segue para o Senado, uma vez que sua tramitação ocorreu em caráter conclusivo na Câmara, a menos que 52 deputados requeiram a reflexão da matéria no Plenário. A aprovação da versão final dependerá da avaliação das duas Casas legislativas, que precisam concordar com o texto para que se transforme em lei.
Essa nova legislação representa um passo significativo para melhorar as condições de vida dos cuidadores, destacando seu papel fundamental na sociedade e garantindo que tenham os recursos e o suporte necessários para desempenhar suas funções de maneira mais eficaz.
