Motta destacou a importância da participação de diversos segmentos da sociedade na discussão da proposta. Ele mencionou ter dialogado com representantes de trabalhadores, empresários, Judiciário, governo, acadêmicos, entre outros, para garantir que a proposta reflita as necessidades e expectativas dos diferentes setores. Para o presidente da Câmara, o objetivo é elaborar um texto que possibilite a redução da jornada de trabalho sem afetar os salários dos trabalhadores.
Ele acredita que um novo modelo de jornada resultará em melhores condições de vida para os trabalhadores, permitindo que eles desfrutem de mais tempo para a convivência familiar, cuidados com a saúde e lazer. Motta argumenta que a redução da carga horária pode impulsionar a produtividade, uma vez que trabalhadores descansados tendem a se apresentar mais dispostos e comprometidos em suas atividades.
Com o objetivo de otimizar a tramitação, Motta afirmou ter conversado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Ele expressou a expectativa de que a proposta seja apreciada e votada tanto na comissão quanto no plenário ainda em maio. Esse prazo é emblemático, dado que coincidirá com o mês do trabalhador brasileiro.
A comissão será composta por 37 membros titulares e igual número de suplentes, com um prazo de até 40 sessões para apresentar seu parecer. Durante o debate, Alencar Santana enfatizou que será fundamental realizar um amplo debate sobre o tema, ouvindo setores variados da sociedade. Ele se comprometeu a trabalhar para que o relatório final atenda às anseios dos trabalhadores.
A PEC em questão inclui propostas significativas, como a redução da jornada de 44 horas semanais para 36 horas, com a transição planejada ao longo de uma década. Uma alternativa é a proposta que sugere uma carga de trabalho de 36 horas em apenas quatro dias, encerrando com a prática da “escala 6×1”.
A discussão sobre a redução da jornada de trabalho ganhou força, especialmente com movimentos que buscam minimizar os impactos da carga excessiva na saúde mental e qualidade de vida dos trabalhadores. Além disso, diante de possíveis entraves na tramitação da PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso um projeto de lei com caráter urgente, visando também a redução da jornada de trabalho. O PL precisa ser votado em até 45 dias, sob pena de travar a pauta da Câmara.
