CAMARA DOS DEPUTADOS – CPMI Investiga Irregularidades no Banco Master e Analisa Quebra de Sigilo Bancário em Caso de Fraudes no INSS

CPMI Investiga Irregularidades no INSS e o Banco Master

Na manhã desta quinta-feira (5), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinou-se a investigar fraudes vinculadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, centralmente, a atuação do Banco Master. Um dos principais pontos de discussão são os pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal relacionados à instituição financeira, requisitados por integrantes da bancada do Novo, liderados pelo senador Eduardo Girão.

Os parlamentares apontam para mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados que apresentam indícios de irregularidades. Esses contratos, que envolvem aposentados e pensionistas, levantam preocupações sobre contratações realizadas sem a devida autorização dos beneficiários. Tais ações podem ter causado danos significativos, levando a CPMI a investigar a extensão e a gravidade do problema.

Além da análise das contas e investimentos do Banco Master, a CPMI também pretende examinar a relação do banco com possíveis desvio de recursos, envolvendo até mesmo a empresa Viking Participações Ltda., ligada ao empresário Daniel Vorcaro. A deputada Coronel Fernanda solicitou informações à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) sobre o histórico de voos da empresa em questão, buscando elucidar eventuais conexões com a atuação do Banco Master.

Em meio às investigações, a comissão não só discute a quebra de sigilo, mas também considera o pedido de prisão preventiva do ex-ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, que está sob investigação na Operação Sem Desconto. O deputado Rogério Correia expressou preocupações sobre possíveis obstruções às investigações e a possibilidade de fuga do ex-ministro.

Adicionalmente, sugestões para medidas cautelares e prisões preventivas de outros investigados, identificados como “golden boys”, foram apresentadas por deputados. Entre eles, estão listados nomes que podem estar associados a associações criminosas que teriam aplicado descontos indevidos em benefícios previdenciários, resultando em prejuízos estimados em cerca de R$ 714 milhões.

Em relação aos depoimentos, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, anunciou que o testemunho de Daniel Vorcaro foi adiado para o dia 26 de fevereiro. Em seu lugar, nesta quinta, a comissão ouvirá o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que irá esclarecer os contratos de crédito consignado sob investigação e as providências que estão sendo tomadas para lidar com as suspeitas de fraude.

A reunião será realizada às 9 horas, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado Federal, e promete abordar aspectos cruciais para o futuro da confiança pública nas instituições responsáveis pela previdência social no Brasil.

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