Durante uma coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira (5), o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, enfatizou a importância dessas audiências e alertou que, se os convocados não se apresentarem voluntariamente, poderão ser compelidos a comparecer por meio de condução coercitiva. A pressão sobre Edson Araújo é devida a investigações em curso da Polícia Federal na chamada Operação Sem Desconto, que apura irregularidades nos descontos das aposentadorias concedidas pelo INSS. Enquanto isso, a participação de Paulo Camisotti se destaca por seu suposto papel nos esquemas fraudulentos de apropriação indevida de valores.
O senador Viana ainda se pronunciou sobre a ausência de Maurício Camisotti, que permanece detido sob acusações sérias relacionadas às fraudes. De acordo com o senador, o empresário não testemunhou porque o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou que ele não é obrigado a comparecer. Essa decisão, comunicada oficialmente à CPMI, fez com que a comissão precisasse devolver Maurício ao presídio em São Paulo sem que sua versão dos fatos fosse ouvida.
A oitiva de Edson Araújo e Paulo Camisotti está agendada para às 16 horas no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado Federal. A expectativa é de que os depoimentos contribuam de forma significativa para elucidar os diversos aspectos da investigação, que gerou ampla repercussão e inquietação entre os cidadãos que dependem da previdência social. A CPMI segue, portanto, com um trabalho intenso que promete desvelar questões críticas sobre a integridade do sistema previdenciário no Brasil.






