De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a asfixia perinatal é a terceira principal causa de morte entre recém-nascidos em todo o mundo. Além disso, ela é responsável por lesões cerebrais permanentes em bebês nascidos entre 37 e 42 semanas de gestação.
A asfixia perinatal ocorre quando o bebê fica sem oxigênio durante o parto ou logo após o nascimento. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), cerca de 10% dos recém-nascidos e mais de 60% dos prematuros precisam receber ventilação pulmonar na sala de parto para restabelecer a respiração.
A data dedicada à Doação de Órgãos tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância desse ato e incentivar as pessoas a conversarem com seus familiares e amigos sobre o tema. Atualmente, mesmo que uma pessoa tenha manifestado a vontade de ser doadora, a decisão final cabe à família do indivíduo.
Na Câmara dos Deputados, mais de 50 propostas estão em tramitação para mudar essa realidade. Muitas delas buscam alterar a Lei 9.434/1997 para possibilitar a doação presumida, ou seja, toda pessoa seria considerada doadora, a menos que haja uma manifestação em contrário.
Recentemente, Luciana Cardoso, esposa do apresentador Faustão, e seu filho, João Silva, estiveram na Câmara para expressar apoio à doação presumida. Fausto Silva, internado em agosto devido a uma insuficiência cardíaca, entrou na fila de transplantes e recebeu um novo coração no final do mesmo mês.
Esses eventos e debates buscam conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e da prevenção da asfixia perinatal. É fundamental que as pessoas estejam informadas e que entendam que a doação de órgãos pode salvar vidas e trazer esperança para muitas famílias que aguardam por transplantes. É necessário também que se busquem formas de garantir uma assistência adequada aos bebês durante e após o parto, a fim de reduzir as chances de asfixia perinatal e de suas consequências graves.
