De acordo com a parlamentar, as inovações tecnológicas e a automação têm provocado significativas mudanças nas dinâmicas de trabalho estas centrais de atendimento. O setor, que é uma das principais fontes de emprego em todo o Brasil, enfrenta uma série de desafios que comprometem não apenas a qualidade de vida dos trabalhadores, mas também a saúde física e mental deles. Erika Kokay destaca que as jornadas de trabalho são extenuantes e que as metas impostas pelas empresas são frequentemente abusivas, gerando um ambiente de pressão constante.
Além das longas horas dedicadas ao trabalho, a deputada revela que o setor de teleatendimento possui um alto índice de doenças ocupacionais, com trabalhadores apresentando sinais de estresse, ansiedade e outras condições relacionadas ao extenuante ritmo diário. A audiência busca trazer à tona essas preocupações e fomentar um diálogo entre os representantes do governo, empresas do setor e os próprios trabalhadores sobre maneiras de melhorar as condições laborais.
Esse debate é essencial não apenas para criar consciência sobre as dificuldades enfrentadas por milhares de profissionais, mas também para buscar soluções que promovam um ambiente de trabalho mais saudável e digno. A expectativa é de que a audiência pública contribua para um avanço nas discussões sobre legislação e políticas públicas voltadas para a proteção dos direitos desses trabalhadores, que muitas vezes ficam à margem das discussões em torno do mercado de trabalho.





