CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão Mista Debate Uso de Tecnologias no Combate à Violência Contra a Mulher em Audiência Pública no Senado

Nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, a Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher realizará uma audiência pública com o objetivo de discutir a implementação de tecnologias como aliadas no enfrentamento da violência de gênero. O evento está agendado para às 14h30, na Ala Nilo Coelho, plenário 2, do Senado Federal, e promete ser um espaço interativo, proporcionando a participação de diversos setores da sociedade.

A presidente da comissão, deputada Luizianne Lins, representante do estado do Ceará pelo partido Rede, destacou que a violência dirigida às mulheres é um problema persistente e desafiador, que não apenas fere os direitos humanos, mas também causa profundas fissuras na sociedade como um todo. Essa realidade exige uma abordagem mais eficaz, com ênfase no fortalecimento das estratégias de prevenção, denúncia e proteção às vítimas.

Durante a audiência, Lins enfatizará a relevância do uso de tecnologias inovadoras no combate à violência. Entre as soluções discutidas, estão apps de denúncia, que oferecem canais diretos e ágeis para que as mulheres possam relatar abusos e buscar assistência. Ela também menciona a importância do monitoramento eletrônico de agressores e dos botões de pânico, que podem garantir uma resposta rápida e eficiente das autoridades em situações de risco iminente.

Além disso, a parlamentar ressalta o papel da inteligência artificial e das plataformas digitais de acolhimento, que podem proporcionar suporte emocional e orientação jurídica às mulheres em situação de vulnerabilidade. Essas ferramentas não só potencializam a eficácia das respostas institucionais, mas também favorecem a criação de uma rede de apoio mais robusta, capaz de envolver a sociedade civil e os órgãos governamentais na luta contra a violência de gênero.

A audiência é parte de um esforço contínuo para enfrentar um problema que afeta milhões de mulheres no país e que demanda uma ação coordenada e inovadora, com a colaboração de especialistas, ativistas e representantes do poder público. A esperança é que, por meio desse diálogo, novas iniciativas possam surgir, elevando a proteção e a segurança das mulheres brasileiras a um patamar necessário e urgente.

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