Durante a audiência pública, a procuradora destacou que a Voepass possui um histórico de desrespeito aos direitos trabalhistas, com casos de atrasos salariais e suspensões de voos devido a problemas financeiros. O Ministério Público do Trabalho (MPT) havia alertado anteriormente sobre a insegurança enfrentada pelos funcionários da empresa devido a questões relacionadas à fadiga e à jornada de trabalho.
Diante da gravidade do acidente, o MPT realizará uma avaliação aprofundada para identificar possíveis causas indiretas que possam ter contribuído para a tragédia. A subprocuradora-geral da República, Maria Emília Moraes de Araújo, também se manifestou durante a audiência, informando que a procuradoria recebeu respostas insatisfatórias da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre as providências tomadas após o incidente.
Ainda durante o depoimento, a procuradora Luana Lima respondeu a questionamentos sobre a jornada de trabalho dos tripulantes no dia do acidente, esclarecendo que, de acordo com informações da Voepass, não houve sobrecarga horária na ocasião. No entanto, um grupo especial foi criado para investigar o histórico da empresa em relação às demandas trabalhistas.
Diante do cenário apresentado, a procuradoria de Brasília abrirá um processo para apurar as condições em que a Anac fiscalizou a Voepass, visando garantir a segurança dos trabalhadores e passageiros em voos futuros. A investigação continua em andamento e novas informações deverão ser divulgadas em breve.
