CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão do Esporte Debate Inclusão e Apoio Financeiro no Paradesporto: Crescimento e Desigualdades Regionais em Foco

No dia 15 de abril, a Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados conduziu uma audiência pública sobre a importância do apoio financeiro no paradesporto, destacando sua relevância para a inclusão social e o alto rendimento de atletas com deficiência. Durante a sessão, o Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos apresentou dados que evidenciam um impressionante crescimento desde 2020. O número de clubes filiados aumentou significativamente, passando de 11 para 211, refletindo um engajamento crescente no movimento esportivo paralímpico.

O presidente do comitê, João Batista Carvalho e Silva, trouxe à tona informações alarmantes sobre a captação de R$ 20 milhões em 2025, destinados a apoiar quase 4 mil paratletas. No primeiro semestre deste ano, 1.779 atletas foram beneficiados. Ele ressaltou que a entidade tem proporcionado orientação e recursos a clubes menores, frequentemente em situações difíceis de administração.

No entanto, o crescimento não veio sem desafios. Um aspecto preocupante levantado foi a desigualdade regional na distribuição de clubes. Enquanto a região Sudeste abriga 41% das entidades, o Norte conta com apenas 7%, o que levanta questões sobre acessibilidade e oportunidades em diferentes partes do país. Essa disparidade foi objeto de críticas durante a audiência.

Os representantes de atletas e clubes também mencionaram que a assistência do comitê tem reduzido a necessidade de arrecadação informal para cobrir despesas em competições. Contudo, atletas com deficiências mais severas solicitaram uma revisão dos critérios para programas como o Bolsa Atleta, dada a necessidade de uma abordagem mais inclusiva e atenta às particularidades de cada competidor.

Outro ponto de discussão foi a eliminação de determinadas provas nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, uma decisão que impacta aproximadamente 300 atletas que dependem desse suporte para continuar suas carreiras.

O deputado Saulo Pedroso (PSD-SP) enfatizou o papel do esporte como uma ferramenta de transformação social, afirmando que sua relevância pode ser comparada a ações em áreas como segurança pública e saúde. A ex-deputada Rosinha da Adefal, paratleta de natação e integrante do comitê, acrescentou que a crescente demanda por recursos exige uma revisão na distribuição das verbas provenientes de loterias e apostas, ressaltando que a estrutura adequada é fundamental para o sucesso dos atletas.

No âmbito governamental, o secretário nacional do Paradesporto no Ministério do Esporte, Fábio Araújo, destacou uma colaboração contínua com o Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos. Ele anunciou o lançamento do programa “Vencer pelo Esporte”, que visa integrar atividades esportivas nos Centros Especializados em Reabilitação (CER) do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, informou que os parlamentares poderão destinar até 50% de suas emendas da saúde para apoiar ações esportivas no SUS.

Essas discussões sublinham a importância do investimento no paradesporto como um meio não apenas de inclusão, mas também de promoção de saúde e desenvolvimento social.

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