CAMARA DOS DEPUTADOS – “Comissão de Saúde aprova programa para proteção cerebral de bebês no SUS, visando prevenir sequelas neurológicas e reduzir mortalidade infantil.”

Aprovado Programa de Proteção Cerebral para Bebês no SUS

No último mês de dezembro, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados deu um passo significativo ao aprovar um projeto de lei que institui o Programa de Proteção Cerebral para Prevenção de Sequelas Neurológicas em Bebês, que será integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com a responsabilidade de ser gerido pelo Ministério da Saúde, o programa tem como objetivo central mitigar danos neurológicos em recém-nascidos e aumentar a sobrevida dessas crianças.

Entre as metas estabelecidas, destacam-se a melhoria das Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIs) para evitar sequelas permanentes, a vigilância da saúde cerebral dos bebês através de eletroencefalogramas e sensores de infravermelho, além da capacitação de profissionais para atuar em cuidados neurocríticos. A proposta visa reduzir a mortalidade infantil e promover um desenvolvimento saudável, que não apenas preserva vidas, mas também desafoga recursos públicos e apoia as famílias.

Para que os hospitais possam participar do programa, é necessário que cumpram ao menos um dos seguintes critérios: possuir dez leitos de UTI neonatal, registrar no mínimo mil nascimentos anuais, ou ter cinco leitos de UTI cardiológica neonatal. Essa definição busca garantir que os locais restantes tenham capacidade para atender adequadamente os bebês que necessitam de cuidados especiais.

A relatora do projeto, deputada Silvia Cristina, destacou a importância da iniciativa ao enfatizar que a prevenção é fundamental para evitar o agravamento de problemas neurológicos desde os primeiros dias de vida. Ela também anunciou alterações no texto original, como a redução do número mínimo de nascidos vivos de 1.500 para 1.000, permitindo maior inclusão de hospitais.

Para garantir que instituições que não se enquadram nos critérios possam participar, haverá flexibilidade, com a possibilidade de adesão a partir de acordo com o Ministério da Saúde e as secretarias locais. A adesão será voluntária, mas os participantes precisarão seguir diretrizes clínicas estabelecidas.

O financiamento do programa está garantido por meio de recursos de diferentes esferas governamentais, convênios e parcerias. Além disso, a proposta prevê que hospitais municipais utilizem sistemas de telemedicina para acompanhar crianças que exijam monitoramento contínuo, promovendo parcerias com instituições privadas.

Inspirando-se em iniciativas já exitosas, como o programa PBSF (Protecting Brains & Saving Futures), a nova legislação busca colocar o Brasil na vanguarda do cuidado neonatal, efetivando uma rede abrangente que já monitorou milhares de recém-nascidos e demonstrou sucesso na prevenção de sequelas. O próximo passo para que este programa se torne lei é a análise das comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A aprovação final ocorrerá na Câmara e no Senado, onde a proposta pode trazer um novo paradigma na proteção da saúde cerebral dos nossos pequenos cidadãos.

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