O programa em questão consiste em repasses mensais a pessoas impactadas direta ou indiretamente pelo desastre que resultou em 272 mortes e danos irreparáveis na região da bacia do Paraopeba. De acordo com os parlamentares, o programa tem sido fundamental para garantir a subsistência e a reparação às famílias afetadas, que perderam entes queridos, fontes de renda e condições dignas de vida.
Uma das preocupações dos deputados é o encerramento das inscrições para o programa previsto para 31 de março, com os pagamentos programados para se encerrarem em janeiro de 2026. Eles alertam que o término do programa sem medidas de transição adequadas ou garantias de novas assistências pode agravar a vulnerabilidade social e econômica da população impactada.
Durante a audiência, os parentes das vítimas do rompimento da barragem estiveram presentes, relembrando a dor e os prejuízos causados pelo desastre. O debate foi marcado por emoções e apelos por justiça e apoio contínuo às comunidades afetadas.
A discussão sobre o futuro do programa de transferência de renda em Brumadinho continua, com a necessidade de encontrar soluções que garantam a segurança financeira e social das famílias atingidas. Todo esse cenário coloca em evidência a importância de medidas preventivas e de apoio às vítimas de tragédias como a de Brumadinho, para que a justiça e a reparação sejam efetivamente alcançadas.
