CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão da Câmara dos Deputados aprova projeto de lei que muda as regras sobre separação legal de bens no Código Civil.

No último mês de dezembro, a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que propõe mudanças nas regras de separação legal de bens no Código Civil. Atualmente, o Código Civil estabelece a separação obrigatória de bens no casamento em determinadas situações, como a presença de uma causa suspensiva de casamento, no caso de pessoas com mais de 70 anos e para aqueles que dependem de decisão judicial, como adolescentes entre 16 e 18 anos sem consentimento de algum dos pais.

A novidade trazida pelo projeto aprovado é a inclusão dos casos de união estável nessas mesmas condições de separação obrigatória de bens. Além disso, o casal que se enquadre nessas circunstâncias poderá estabelecer, por meio de pacto antenupcial ou contrato escrito, que os bens adquiridos durante o casamento não serão compartilhados.

O projeto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Pastor Henrique Vieira, do PSOL-RJ, ao Projeto de Lei 3349/20 do ex-deputado Geninho Zuliani, de São Paulo. O relator justifica a necessidade da modificação para evitar que a Súmula 377 do Supremo Tribunal Federal, de 1964, se aplique aos casos de casamento ou união estável com separação obrigatória de bens.

Anteriormente, o projeto original garantia a separação de bens para pessoas casadas ou em união estável a partir de um documento feito antes de oficializar a relação. No entanto, o relator optou por alterar o texto para restringir a regra apenas aos casos em que hoje é obrigatória a separação de bens.

A proposta agora será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovada, a votação das comissões dispensará a deliberação do Plenário. Cabe ressaltar que o texto não menciona a data em que a proposta será avaliada pela comissão.

É importante observar que o projeto segue em tramitação no Congresso Nacional e pode sofrer alterações ao longo do processo legislativo.

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