CAMARA DOS DEPUTADOS – “Comissão da Câmara debate sobre vítimas da ditadura militar e busca fortalecer políticas de memória e justiça”

No dia 8 de abril de 2026, a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados promoverá uma audiência significativa que aborda as vítimas da repressão estatal e empresarial durante o período da ditadura militar no Brasil. O evento está agendado para as 17 horas no plenário 9 da Casa.

A audiência foi proposta pelo deputado Reimont, do PT do Rio de Janeiro, que destaca a importância de ouvir as vozes dos familiares das vítimas da repressão. Este debate ganhará a presença de representantes do Ministério Público Federal e do Ministério Público do Trabalho, setores que têm um papel essencial na luta pela justiça e reparação dos danos causados durante essa fase sombria da história brasileira.

Reimont enfatiza que a ditadura militar, que durou de 1964 a 1985, não se limitou a atos de violência perpetrados pelo Estado, mas também envolveu a conivência e a ação de agentes privados. A repressão à cidadania manifestou-se em prisões arbitrárias, torturas e violações de direitos humanos, afetando não apenas militantes políticos, mas também trabalhadores, povos indígenas e comunidades rurais que se opõem ao regime opressor.

O deputado salienta que esta audiência é mais do que uma oportunidade de reflexão; é um passo crucial para fortalecer as políticas de memória, verdade e justiça no país. Ouvir os relatos das famílias das vítimas é, segundo ele, fundamental para que a sociedade reconheça e enfrente os horrores do passado, promovendo um ambiente no qual não haja espaço para a repetição de tais atrocidades.

A expectativa é que a audiência contribua para o avanço na busca pela verdade e pela responsabilidade em relação aos crimes cometidos durante a ditadura, além de solidificar a luta por direitos humanos no Brasil contemporâneo. A participação ativa de familiares e especialistas pode proporcionar um espaço valioso para a construção de uma narrativa que busque a reparação histórica necessária e essencial à construção de um futuro mais justo e igualitário para todos os cidadãos brasileiros.

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