CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão da Câmara aprova protocolo de atendimento às vítimas de crimes, visando garantir direitos e acolhimento institucional fundamental para a recuperação da autonomia das pessoas afetadas.

No dia 2 de junho de 2026, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados deu um passo significativo na proteção de vítimas de crimes ao aprovar o Projeto de Lei 5628/25, apresentado pelo deputado Zucco (PL-RS). Este projeto visa instituir o Protocolo Nacional de Atendimento às Pessoas Vítimas de Crimes Violentos ou de Grave Ameaça, um esforço para assegurar direitos fundamentais a indivíduos que enfrentaram danos físicos, emocionais ou patrimoniais devido a tais atos.

O projeto delineia quatro categorias de vítimas que serão abrangidas pelo protocolo: a vítima direta, que sofreu saúde física e/ou emocional imediata; as vítimas indiretas, que incluem família e amigos próximos em casos de morte ou desaparecimento; vítimas de especial vulnerabilidade, considerando aspectos como idade ou deficiência; e, por último, os dependentes econômicos das vítimas diretas.

A proposta responsabiliza o Ministério Público por organizar e executar o protocolo em diferentes estados, além de colaborar com órgãos de justiça e segurança pública para definir fluxos de trabalho e comunicação. O objetivo é garantir que as vítimas recebam informações essenciais, tais como seus direitos, o status do acusado e o andamento dos processos judiciais.

O projeto também assegura que as vítimas tenham acesso a medidas protetivas de urgência, serviços de saúde, assistência social e jurídica, bem como orientações detalhadas sobre a reparação de danos. Um acompanhamento contínuo será disponibilizado, utilizando até aplicativos de mensagens para facilitar a comunicação e suporte.

No voto favorável do relator, deputado Sanderson (PL-RS), destacou-se a importância de um atendimento humanizado e integrado, envolvendo uma série de instituições que trabalham em conjunto. Ele enfatizou que essa abordagem não só promove maior eficiência no atendimento, mas também evita a revitimização que pode ocorrer por causa da fragmentação dos serviços.

Além disso, o texto apresenta um amplo espectro de direitos para as vítimas, incluindo suporte psicológico, proteção de dados pessoais e a possibilidade de ausência do trabalho sem perda salarial para comparecer a juízos. As vítimas também receberão informações sobre onde registrar ocorrências e acesso a serviços de justiça restaurativa, garantindo não apenas acolhimento, mas a reconstrução da autonomia e segurança das mesmas.

Uma das medidas preconizadas é a capacitação de profissionais de saúde e segurança envolvidos no atendimento às vítimas, assegurando que estes estejam preparados para agir de forma técnica e humanizada.

O projeto ainda passará por revisão nas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de sua aprovação na Câmara e no Senado, caso contrário, as futuras legislações poderão ser comprometidas. A proposta representa uma mudança importante no tratamento das vítimas de crimes, prometendo um atendimento mais justo e efetivo.

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