CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão da Câmara aprova porte de arma para atiradores com CR há mais de um ano, ampliando direitos e segurança em deslocamentos pelo país.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados avançou na discussão sobre o porte de armas ao aprovar um projeto que permite que atiradores com mais de um ano de Certificado de Registro (CR) possam portar armas de fogo para defesa pessoal em todo o Brasil. Esta proposta, que altera o atual Estatuto do Desarmamento, abre brechas significativas para uma nova configuração na regulamentação do porte de armas no país.

Diferentemente da posse, que restringe o uso da arma ao ambiente doméstico ou ao local de trabalho, o porte autoriza os indivíduos a circularem com suas armas nas vias públicas, aumentando a liberdade dos atiradores em situações cotidianas. O projeto, liderado pelo deputado Delegado Paulo Bilynskyj, assegura que atiradores de nível 1, que demonstraram responsabilidade e competência sob monitoração, possam fazer uso de armas de fogo pessoalmente. Para conseguir a autorização do porte, será necessário comprovar a capacidade técnica no manuseio de armas e passar por um exame psicológico, garantindo que apenas aqueles aptos possam ter essa responsabilidade.

Notavelmente, não haverá cobrança de taxas para a obtenção do porte, uma mudança que visa facilitar o acesso ao direito à defesa pessoal. Inicialmente, a proposta previa que atiradores apenas da categoria mais avançada, nível 3, com três anos de registro, pudessem portar armas, mas a versão aprovada ampliou a possibilidade para um número maior de praticantes da atividade.

O relator do projeto, ao defender a proposta, destacou os riscos enfrentados pelos atiradores durante os deslocamentos, que muitas vezes expõem esses indivíduos a crimes, especialmente quando transportam armas e munições. A legislação atual não protege essa categoria, o que levou à urgência da revisão.

Agora, a proposta ainda passará pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania em caráter conclusivo. Para que o projeto se torne lei, necessitará ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado, um processo que promete intensificar o debate sobre a segurança e a regulamentação do porte de armas no Brasil.

Sair da versão mobile