CAMARA DOS DEPUTADOS – Comissão aprova inclusão de conteúdo sobre pessoas com deficiência em cursos de segurança pública para humanizar abordagens e atendimentos.

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados deu um importante passo ao aprovar um projeto de lei que visa incluir conteúdos sobre abordagens e atendimentos às pessoas com deficiência nos cursos de formação e aperfeiçoamento dos integrantes dos órgãos de segurança pública e da proteção e defesa civil. A proposta, que altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência, foi recomendada pelo deputado Amom Mandel e recebeu elogios por parte dos parlamentares.

O texto aprovado, elaborado pelo relator Amom Mandel, é uma versão do Projeto de Lei 980/24, proposto pela deputada Amália Barros, falecida anteriormente. Amom Mandel destacou a importância da proposta ao afirmar que poderá garantir um atendimento mais humanizado e qualificado às pessoas com deficiência por parte dos agentes de proteção e defesa civil, principalmente em situações de emergência e desastres.

O deputado também ressaltou a inovação de tratar desse tema no Estatuto da Pessoa com Deficiência, o que contextualiza a formação dos profissionais de segurança diante das questões específicas das pessoas com deficiência. Além disso, destacou que a formação especializada em todas as forças de segurança pública trará uma padronização de procedimentos, proporcionando um atendimento qualificado em casos de emergência.

Uma alteração relevante no texto foi a inclusão do termo “proteção e defesa civil” em substituição a “defesa civil”, seguindo a sugestão da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. Esta mudança tem o objetivo de ampliar a significação e abrangência das ações de proteção e defesa civil, incluindo não apenas respostas a desastres, mas todo o ciclo de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação.

O projeto seguirá para análise das comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, bem como da Constituição e Justiça e de Cidadania. Posteriormente, poderá ser votado diretamente pelo Plenário, como parte do regime de urgência. Para que se torne lei, a medida precisará ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado.

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