Atualmente, a CLT oferece algumas justificativas para a ausência no trabalho, como casamento e doação de sangue, mas não contempla adequadamente as complicações que podem surgir no nascimento, especialmente em casos de prematuridade. Essa nova medida se destaca por sua relevância, uma vez que reconhece a importância da presença do pai em momentos críticos, proporcionando suporte emocional à mãe e cuidados intensivos ao recém-nascido.
O texto original da proposta previa uma licença de até 60 dias, mas isso era uma medida temporária válida apenas durante a pandemia de Covid-19. A relatora do projeto, deputada Ana Paula Lima, atualizou essa versão para torná-la uma proposta permanente. Em seu parecer, ela destacou que a presença paterna é crucial não apenas para o apoio emocional, mas também para atender às necessidades de cuidados especiais exigidas por bebês que nascem antes do tempo.
Após a aprovação na comissão, o projeto ainda precisa passar por outras comissões, incluindo a de Trabalho e a de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser encaminhado ao plenário da Câmara e, posteriormente, ao Senado. Essa tramitação ocorrerá em caráter conclusivo, o que significa que, se não houver divergências nas comissões, a proposta pode ser aprovada sem necessitar de votação no plenário. Esse é um passo significativo rumo à implementação de uma licença-paternidade que atenda melhor às famílias em situações delicadas.
Ao avançar nesta regulamentação, a Câmara dos Deputados não apenas aborda uma lacuna importante na legislação trabalhista, mas também reafirma o valor do suporte familiar nos primeiros dias de vida das crianças, um periodo que pode ser desafiador para muitos pais. Essa proposta tem o potencial de transformar a dinâmica familiar, fortalecendo laços e promovendo um ambiente mais saudável para o desenvolvimento inicial dos bebês.






