Estatísticas alarmantes revelam que o rebanho de jumentos no Brasil foi drasticamente reduzido em mais de 94% nas últimas três décadas. Esse declínio é atribuído em grande parte à crescente demanda internacional por pele, que é utilizada na produção do ejiao, uma substância valorizada na medicina tradicional chinesa. Com o aumento do comércio nessa área, torna-se evidente o risco que essa prática representa para a fauna brasileira e para a saúde pública.
Célio Studart expressou suas apreensões em relação ao manejo e ao transporte de jumentos, mencionando que essas práticas não apenas ameaçam a integridade da espécie, mas também potencialmente favorecem a disseminação de doenças entre humanos e animais. Além disso, a falta de controle na rastreabilidade do comércio de pele pode agravar ainda mais a situação, tornando o tratamento e a prevenção de doenças mais desafiadores.
O deputado ressalta a importância de se considerar a abordagem da “Saúde Única”, que integra a saúde humana, animal e ambiental em uma análise conjugada. Essa perspectiva reforça a necessidade de um exame rigoroso das consequências do comércio de jumentos, não apenas para proteger uma espécie que está à beira da extinção, mas também para preservar o patrimônio genético e a biodiversidade do Brasil. A audiência pública se configura, assim, como uma oportunidade para discutir soluções e estratégias que possam mitigar os impactos negativos dessa atividade extrativista, promovendo um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e conservação ambiental.
