Protestos também ocorreram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e acabaram em frente ao Congresso Nacional, onde foram colocadas 272 cruzes pelo deputado Pedro Aihara. O bombeiro e parlamentar, que atuou diretamente nos resgates às vítimas, enfatizou que dos 272 mortos, apenas três ainda não foram encontrados.
Durante as homenagens, um vídeo promovido pelo deputado Aihara foi projetado no prédio do Congresso Nacional. Ele também atualizou o estado das indenizações, destacando que muitas pessoas ainda esperam compensações pelas perdas de entes queridos e danos econômicos.
Outro deputado que esteve presente em Brumadinho foi Rogério Correia, que criticou a postura da Vale em relação às indenizações, além de mencionar leis aprovadas em resposta à tragédia. A nova Lei de Segurança de Barragens e a legislação de proteção aos atingidos por barragens surgiram como respostas legislativas ao desastre.
O crime socioambiental de Brumadinho foi alvo de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados, que pediu o indiciamento da Vale e da empresa alemã Tüv Süd. Após isso, várias comissões externas da Câmara foram formadas para acompanhar os desdobramentos da tragédia e fiscalizar a situação dos moradores atingidos.
Moradores de áreas afetadas ainda relatam consequências graves ao longo desses cinco anos, incluindo a presença de metais pesados na região e problemas de saúde mental e física. Estudos independentes indicam risco à saúde humana por conta da contaminação ambiental.
Em meio aos atos de memória, Brumadinho ainda espera por justiça e reparação. As manifestações em todo o país buscam não só lembrar o trágico evento, mas também exigir responsabilização e garantir que outras tragédias semelhantes sejam evitadas.







