Durante o debate, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) propôs que o colegiado impusesse uma censura verbal ou escrita ao parlamentar, considerando a postura de Gilvan “violenta” em relação à ministra. No entanto, essa sugestão não obteve apoio e foi rejeitada pelos membros do conselho.
Ayres também deixou claro que o processo não é conclusivo no sentido de arquivamento total, mesmo reconhecendo que a penalidade adequada já foi cumprida. Para o relator, o registro da quebra de decoro permaneceu, refletindo a postura inadequada do deputado, mas a sanção imposta se revelou suficiente para o caso em questão.
Além da deliberação sobre Gilvan da Federal, o Conselho de Ética tratou de outros processos. Um deles, de autoria do PT, envolvendo o deputado Delegado Éder Mauro (PL-PA), foi arquivado. O relator Albuquerque (Republicanos-RR) alegou que o parlamentar agiu em legítima defesa durante um incidente em uma reunião da Comissão de Direitos Humanos, onde se alegava que houve agressão física a um cidadão.
Outro caso arquivado foi uma representação que acusava Gilvan da Federal de incitar violência contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma reunião da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado em maio deste ano. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) expressou seu descontentamento com o parecer e votou contra o arquivamento.
As decisões mantêm a tensão do ambiente político, onde questions sobre o comportamento dos parlamentares e suas interações têm gerado debates acalorados e reflexões sobre o padrão de decoro que deve ser mantido na Casa.









