CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Discute Potencial de Small Modular Reactors para Energizar Regiões Remotas e Impulsionar Desenvolvimento Econômico no Brasil

No dia 7 de abril de 2026, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realizará um importante debate sobre a tecnologia dos Small Modular Reactors (SMRs), que se destaca como uma solução inovadora para a produção de energia nuclear em escala reduzida. O encontro está agendado para às 16 horas no plenário 14 e busca, entre outros aspectos, adaptar essa tecnologia ao contexto brasileiro.

Os Small Modular Reactors são versões compactas das usinas nucleares tradicionais, projetadas para serem instaladas em locais com menores dimensões e em áreas mais remotas. Essa característica os torna uma alternativa viável para atender a demandas específicas de energia, especialmente em projetos industriais. A montagem em módulos permite que esses reatores sejam configurados de acordo com as necessidades locais, oferecendo flexibilidade tanto em termos de capacidade quanto de localização.

A iniciativa de debater os SMRs é fruto de um pedido dos deputados General Pazuello e Julio Lopes, que ressaltam o potencial dessa tecnologia para aumentar o acesso à energia e impulsionar o desenvolvimento econômico em regiões menos favorecidas. No requerimento que fundamenta o debate, os parlamentares destacam que cerca de 30 países estão atualmente envolvidos no estudo e desenvolvimento de projetos de SMRs.

Embora o Brasil tenha um domínio significativo sobre o ciclo completo de enriquecimento de urânio, os deputados afirmam que o país ainda se encontra em uma fase inicial da implementação dessa tecnologia inovadora. Para eles, os SMRs apresentam vantagens notáveis, como a produção de energia sem a emissão de poluentes e a capacidade de operar independente das redes de transmissão elétrica convencionais.

Esse debate simboliza um passo importante rumo à diversificação das fontes de energia no Brasil e poderá abrir caminhos para que o país não apenas avance em conhecimento, mas também se posicione como um protagonista no cenário internacional das energias nucleares sustentáveis. As expectativas são de que a discussão contribua para a formação de uma política eficaz e adequada ao aproveitamento das novas tecnologias no setor energético brasileiro.

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