A iniciativa para a realização deste debate partiu de um grupo de deputados, incluindo Junio Amaral, Rodrigo da Zaeli e Lafayette de Andrada, todos pertencentes ao PL. Os parlamentares pretendem analisar se o desenho normativo em vigor é compatível com a segurança jurídica e a eficiência econômica, além de considerar a neutralidade concorrencial e a preservação do abastecimento de combustíveis no país.
O requerimento que fundamenta a audiência destaca a MP 1340/26, que propõe um desconto na comercialização de combustíveis antes de um ressarcimento aos agentes econômicos. Essa abordagem, segundo os deputados, impõe temporariamente ao setor privado o ônus financeiro associado à política pública, levantando preocupações sobre sua viabilidade. Eles argumentam que a diferença nos prazos para o ressarcimento pode impactar severamente o fluxo de caixa das empresas, diminuir a previsibilidade econômica e, em última instância, desencorajar a reposição de estoques, especialmente em um mercado que depende fortemente de importações.
Além disso, os deputados avaliam que a MP 1349/26, que institui uma subvenção emergencial para a importação de diesel, sugere que o modelo original da política de abastecimento não foi suficientemente eficaz. Por sua vez, a MP 1343/26 é apontada como um fator que intensifica a pressão sobre o setor de transporte, enfatizando a urgência de uma avaliação abrangente dos efeitos da política nas dinâmicas de logística, concorrência e abastecimento.
Este debate se torna vital em um cenário onde o abastecimento de combustíveis e a saúde econômica do setor são temas de força crescente na agenda política, refletindo a necessidade de um planejamento mais estratégico e eficiente para assegurar a continuidade das operações no país.





