Os parlamentares destacam que estudos científicos e relatórios de múltiplas organizações de saúde vêm associando a exposição a herbicidas hormonais, como o 2,4-D e o dicamba, a uma serie de problemas de saúde. Entre as complicações citadas estão irritações na pele e nos olhos, problemas respiratórios e distúrbios gastrointestinais. Além disso, pesquisas revelam uma relação preocupante entre esses agrotóxicos e um aumento no risco de desenvolvimento de doenças graves, como câncer e distúrbios endócrinos, que estão relacionados a problemas reprodutivos e de desenvolvimento, bem como doenças neurológicas.
Conforme Tatto e Lindenmeyer, a carência de informações precisas e acessíveis acerca desses riscos para a população exposta torna ainda mais relevante a realização desse debate. A audiência pública se propõe a oferecer um espaço onde especialistas e representantes de organizações ambientais poderão apresentar dados sobre os impactos da utilização de herbicidas hormonais e discutir práticas agrícolas que minimizem os danos à saúde humana e à biodiversidade.
Os deputados enfatizam a necessidade de promover uma convivência saudável entre as diferentes culturas e o meio ambiente. O seminário será uma oportunidade para colocar em pauta os desafios que a agricultura enfrenta diante do uso indiscriminado de químicos e como isso pode repercutir na qualidade de vida da população e na saúde do ecossistema. A situação exige um olhar crítico e soluções que sejam sustentáveis, assegurando, assim, um futuro mais saudável e equilibrado para todos.
